Encontro Tríplice Fronteira: Por uma Migração Segura e Informada

Nos dias 27 e 28 de abril de 2026, representantes de organizações humanitárias, pastorais sociais e órgãos públicos do Brasil, Peru e Bolívia estiveram reunidos em Rio Branco/Acre para o II Encontro Tríplice Fronteira, realizado no marco do Projeto EuroPana.

O encontro fortaleceu o diálogo sobre os desafios da mobilidade humana nos territórios de fronteira, marcados por migração forçada, tráfico de pessoas, violência, exploração laboral, insegurança alimentar e violações de direitos humanos.

A programação iniciou com um momento de mística e partilha entre os povos, simbolizado por sementes de diferentes países, reafirmando que a diversidade cultural é também sinal de resistência, esperança e vida.

Durante os debates, foram apresentados os contextos migratórios vividos no Acre, Roraima, Peru e Bolívia, além dos desafios enfrentados pelas equipes que atuam diariamente no acolhimento humanitário. Entre os principais pontos discutidos estiveram:

⚠️ tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão
⚠️ violência baseada em gênero
⚠️ ausência de controle e proteção nas fronteiras
⚠️ barreiras documentais e linguísticas
⚠️ riscos enfrentados pelas equipes humanitárias
⚠️ impactos dos desastres climáticos nas rotas migratórias

 

Também foram compartilhadas experiências de acolhida, regularização documental, inserção no mercado de trabalho, segurança alimentar e proteção integral às pessoas migrantes, refugiadas e apátridas.

🛂 A mesa de diálogo com autoridades contou com representantes da Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Rodoviária Federal, Assistência Social e demais instituições parceiras, reforçando a necessidade de atuação em rede e de políticas públicas comprometidas com a dignidade humana.

O encontro também marcou reflexões sobre o encerramento do Programa EuroPana no Brasil e os impactos que a redução de recursos poderá causar nos atendimentos humanitários realizados nas fronteiras.

✊ Mais do que um seminário, o encontro reafirmou um compromisso coletivo: construir caminhos para uma migração mais segura, informada, humana e protegida.
“Migrar é um direito. Acolher é um dever humanitário.”

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