Quem Somos

Quem Somos

SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes

     Criado oficialmente em 1986, o SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes é um organismo vinculado ao Setor Pastoral Social da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Tem como objetivo central suscitar, articular e dinamizar  a Pastoral dos Migrantes, em nível nacional. Engajado no  mundo da mobilidade humana, o SPM articula e anima trabalhos com e através dos migrantes, na perspectiva de uma evangelização inculturada e em parceria com outros segmentos sociais, na denúncia às violações dos direitos dos migrantes e no anúncio e construção de um mundo onde a diferença e igualdade possam concretizar-se como sinais do Reino de Deus.

Objetivos Específicos
  • Luta pelo protagonismo dos migrantes, formando lideranças e estimulando as várias formas de organização em vista da conquista de direitos;

  • Denuncia as causas que estão na raiz das migrações forçadas, as condições indignas de trabalho e moradia, o desemprego, a discriminação e todas as formas de preconceito e rejeição aos migrantes;

  • Abre canais para a expressão das religiosidades, da cultura, das festas, promovendo a acolhida, o intercâmbio entre origem e destino dos migrantes, com visitas pastorais e missões populares;

  • Luta pela construção de uma sociedade onde a vida esteja sempre em primeiro lugar, articulando-se com as demais pastorais e movimentos sociais.

Algumas Atividades:
  • Acolhe migrantes e imigrantes, com orientação, assessoria jurídica e integração aos grupos organizados que lutam pela transformação social; plantões em rodoviárias, casas para pernoite e solidariedade nas diversas urgências;

  • Organiza da Semana do Migrante em nível nacional, em consonância com a Campanha da Fraternidade, elaborando subsídios para a reflexão e atividades variadas;

  • Realiza um trabalho de organização permanente junto a diversas categorias de migrantes: temporários, urbanos, sazonais, imigrantes latino-americanos, mulheres migrantes, migrantes nas áreas de colonização recente, etc.;

  • Atua no âmbito da cultura/religiosidade, através de festivais de música e poesia, capoeira, dança, celebrações, romarias, festas pátrias, entre outras;

  • Promove a geração de renda, capacitação, atividades  culturais com filhos de migrantes, alfabetização de adultos, associação de pequenos produtores, construção de cisternas e outras iniciativas contra a fome e a miséria;

  • Busca, no espírito do ecumenismo religioso, a vivência de uma mística inculturada na diversidade e itinerância, fazendo uma leitura bíblica em mutirão a partir do chão dos migrantes;

  • Incentiva a formação de equipes de Pastoral dos Migrantes nas paróquias, áreas, regiões e dioceses;

  • Promove uma campanha por uma nova Lei dos Estrangeiros no Brasil (com debates, audiências públicas e palestras), além de prestar assessoria jurídica em diversas cidades do país;

  • Em parceria com sindicatos, parlamentares, poder público e outra entidades, promove denúncia diante de situações de trabalho escravo, péssimas condições nos alojamentos, direitos trabalhistas, tráfico humano;

  • Tem um programa de formação, desenvolvido pelo Coletivo de Formação, através do uso de subsídios de estudos, seminários regionais e nacionais;

  • Articula-se com as demais pastorais e movimentos sociais, Grito dos Excluídos, Semanas Sociais, Campanha Jubileu Sul, Grito Continental, Campanha Continental contra a Alca e a Militarização; nessas parcerias, , merece ser lembrada a articulação conjunta na busca de um Projeto Popular Alternativo para o Brasil, onde são tratados alguns pontos fundamentais à luz da solidariedade: resgate das dívidas sociais, sustentabilidade, desenvolvimento, soberania nacional e democracia popular.

     O SPM atua através das dimensões: migrantes internacionais das várias partes do mundo, urbanos e sazonais/temporários, e através das regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Cada dimensão pode ocorrer nas regiões, organizados por uma rede de grupos de base, elabora seu calendário de ação, em consonância com as linhas definidas na Assembleia Nacional, que ocorre a cada dois anos. A cada quatro anos a Assembleia é eletiva, fazendo parte da coordenação atual um bispo, como presidente:  Dom José Luiz Ferreira Salles, bispo de Pesqueira, Pernambuco. Anualmente são reservados três dias para uma avaliação e planejamento da caminhada com a Coordenação, as lideranças articuladoras dos Setores e regiões e Secretariado Nacional.