Lançamento da Primeira Coletânea de Poesia d@s Migrantes

É com alegria que celebramos a confecção deste livreto de Poesia Migrante! Foi tecido com muitas mãos no limiar da Jornada Mundial dos Migrantes e Refugiados em setembro, sob a força da palavra do Papa Francisco, para seguirmos “Rumo à um Nós Cada vez Maior”!

Nós, do SPM, vendo a alegria e a força dos Migrantes e Refugiados declaramos nosso amor às lutas e reconstrução destes sujeitos da história em prosa e verso. Curtam, se deleitem, saboreando essa leitura

(Roberto Saraiva, da Colegiada Nacional do SPM – Serviço Pastoral dos Migrantes)

Tenha acesso ao livro de poesias na integra no final desta postagem

Introdução

As poesias aqui reunidas, com uma ou outra exceção, vieram da criatividade artística dos próprios migrantes. Por isso, não será exagero afirmar que elas foram escritas com os pés. Pés que tiveram a coragem de deixar a terra em que deram os primeiros passos, puseram-se em marcha e lutam por uma pátria que os veja não como cidadãos de se- gunda categoria, e sim como sujeitos de sonhos e de expressões culturais.

Migrantes profetas e protagonistas de um amanhã recriado. Movem-se com “a cara e a coragem”, como diz o poeta. Ao fazê-lo, fazem mover a roda gigantesca da própria trajetória humana. Quando deixam o lugar de origem, questionam a política econômi- ca globalizada, a qual impede que grande parte dos países ofereçam a seus filhos uma cidadania justa e digna. O que lesa o direito de permanecer no lugar de nascimento.

Depois, percorrendo as estradas de todo planeta e em todas as direções, levantam sérias dúvidas à legislação migratória, em geral restrita e seletiva, violando dessa for- ma o direito de ir e vir, na medida em que interpõe obstáculos, muros e fronteiras por todo o trajeto. Com a arte e o trabalho, os migrantes respondem com a construção de pontes que levam a novas formas de relacionamento intercultural e humano.

Por fim ao desembarcar nos países de destino, os migrantes trazem sementes e inter- rogações que ampliam e enriquecem o conhecimento recíproco. Sementes que são valores, as quais fecundam o terreno diferenciado de todas as civilizações abertas e receptivas ao que é novo e inédito. Interrogações que aguçam a curiosidade dos sim- ples e dos sábios e estes, em profunda sintonia, entrelaçando saberes distintos, tecem o imenso pergaminho da história humana “rumo a um nós cada vez maior”.

livro de poesia

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