SPM em colaboração com PCPR e Solidariedade Suíça: assistência humanitária

Em Amajarí, município que fica a 151 km de Boa Vista, seguimos para a Vila Trairão e Tepequém, em Roraima, são caminhos tão árduos quanto a situação dessa população. São lugares de acesso extremamente difícil, sendo parte com asfalto esburacado e outro de terra, sem falar que quando chove existe lugares intransponíveis, de tanta lama acumulada, é um cenário belo entre os montes e de uma formação rochosa singular e que tem uma vegetação e rios que impressionam pelo volume de água e trajetória sinuosa , ameandrada, porém uma população bastante vulnerabilizada. 

O caso de Trairão, os trabalhos existentes são para capinagem, mineração e de coleta para reciclagem. A pandemia do Corona Vírus, saiu destruindo a tudo, dificuldades quanto ao acesso a água potável, falta de trabalhos formais, os poucos que existiam foram sendo fechados, sem falar de uma situação precária e insalubre do ponto de vista sanitário, que favorece a proliferação desde a malárias, dengue, chikungunya e a pandemia da Covid-19.

A segurança alimentar e nutricional, neste cenário, é problema para os locais, imagina para migrantes e refugiados, a maioria deles tentam sobreviver comendo macaxeiras (yucas), isso sem falar que essas raízes demoram cerca de um ano para estar prontas para o consumo. Existem muita dificuldades nas relações de trabalho, além de serem poucos e muitas vezes distantes de onde residem, as diárias em tempo de pandemia são escassas e perderam valor, chegando a serem pagos 20,00 (vinte reais por dia de trabalho), se tornando uma situação análoga ao trabalho escravo.

Em depoimento “a veces consigo capinar un patio, pero los patrones no viven aquí y cuando se van para la ciudad yo quedo sin hacer nada, hay unos abusadores también que le quieren pagar a uno 20 R$ la diaria (4$)

Comenta Luis González: “Sumado a ésta realidad también está el gran problema de la malaria y la Leishmaniose, que aquejan a casi todos los migrantes que llegan a esta zona“.

O Serviço Pastoral dos Migrante vem acompanhando , através do projeto PCPR , buscando soluções para esses desafios, incidindo no município e no Estado, discutindo políticas públicas para essa realidade e amenizando essa situação com os produtos do PCPR de transferência de renda e de produtos de higiene e limpeza, para se garantir o mínimo de salubridade e combate a proliferação destas doenças. Também coordenamos com outras instituições , outras ações de benefícios humanitários a essa gente sofrida, não apenas migrantes e refugiados , como também comunidade de acolhida.

Tepequém é outra comunidade, onde ocorrem os mesmo problemas, com aspectos financeiros e de trabalhos diferentes, é uma localidade onde a população vive essencialmente do turismo e artesanato, e que com a pandemia, é óbvio que se esvaiou todas as possibilidades de produção e escoamento de produção e de visitas continuas dos turistas. Afetando aos próprios moradores e a comunidade venezuelana que ali se instalou.

A equipe do SPM em Roraima, através do PCPR , foi a primeira organização a atender com assistência humanitária a essa população em tempos de COVID 19, e em tempos de migração Venezuelana. Brasileiros e Venezuelanos vem sendo assistido e atendidos, recriando assim uma esperança em tempos de angústia.

 

 

 

 

 

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