CARTA MUTIRÃO PELO BRASIL QUE QUEREMOS: O BEM VIVER DOS POVOS

 

 

CARTA SSB2

 

CARTA MUTIRÃO PELO BRASIL QUE QUEREMOS: O BEM VIVER DOS POVOS

“Sonho e semente de reconstrução”
(Levante Popular, de Antônio Baiano)

A 6ª Semana Social Brasileira reunida no Seminário Nacional “O Brasil que queremos: O Bem Viver dos povos”, no dia 23 de outubro de 2021, em formato híbrido e transmitido da sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reafirma o que nos disse o Papa Francisco no 4º Encontro Mundial dos Movimentos Populares: “Sabeis que sois chamados a participar nos grandes processos de mudança […] O futuro da humanidade está, em grande medida, nas vossas mãos, na vossa capacidade de vos organizar e promover alternativas criativas”.
Nessa trajetória de 30 anos da construção do Brasil que queremos, almejamos o diálogo dos povos. Nosso compromisso de luta pela dignidade, justiça socioambiental e de uma “economia com alma”. Reafirmamos nossa solidariedade às famílias e vítimas do descaso do Governo Federal no enfrentamento da pandemia, conforme denuncia o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19.
Diante do projeto de morte expresso no gravíssimo quadro econômico, social, ambiental e político reafirmamos a urgência de construir um projeto internacionalista de solidariedade, irrigando o Bem Viver dos povos pela amorosidade que cuida e alavanca projetos de vida.
Estamos no meio da caminhada dos 4 anos da 6ª Semana Social Brasileira, desde o seu início em 2020. Avançamos nas articulações e reflexões, e agora o convite é avançar no Levante Popular que coloque nossos ouvidos e corações em escutar e sentir os clamores das pessoas que sentem fome e das que não tem terra, teto e trabalho. Por isso, conclamamos:
A continuar organizando os mutirões pela vida por terra, teto e trabalho, com soberania, democracia e outra economia;
No Trabalho seguir os projetos de Redução da jornada de trabalho e de uma renda básica universal. Apoiar e fortalecer os coletivos organizados em processos de autogestão e economia popular solidária, através das redes de cooperação e comercialização das iniciativas locais de geração de renda.
Terra e Teto não podem ser espaços de especulação imobiliária e exploração financeira do agronegócio produtor de fome para o povo, de violência no campo e conflitos urbanos, e sim, espaço de vida.
Afirmamos as resistências concretas em forma de agroecologia, luta por demarcação das terras indígenas e quilombolas, reforma agrária popular, luta contra a grilagem de terras, proteção de comunidades e lideranças ameaçadas e mobilização contra os despejos, auto-organização das mulheres, das juventudes, das periferias, ações para salvar nascentes e rios, contra a privatização das águas, contra o encarceramento em massa, luta sindical, direitos das pessoas com deficiências e idosas.

Não queremos morrer nem de fome, nem de bala e nem de vírus, queremos viver!

Vamos espalhando sementes de transformação, de ternura e teimosia.

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